terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tema de hoje: Está chovendo, eu posso sair?


Como trilheiro espiritual, vos digo: "Quem foi molhado de chuva, não tem medo de sereno". Certa vez, caminhando pelos montes do Tibet, em um dia de chuva, encontrei um mosteiro em chamas. Apesar do perigo da situação os monges teimavam em permanecer dentro das dependências monásticas. "Por que não fogem?", perguntei. "Nossos tesouros estão em perigo e não podemos retirá-los por causa dos bandidos e fiscais do governo", responderam. "E por que não depositaram em uma instituição financeira?". "Não confiamos em banqueiros", foi a simples resposta. Com presteza ofereci os préstimos de minha organização, ainda incipiente, por uma módico percentual. "Vocês preferem perder 100% ou salvar 75%?", argumentei. Com esta ponderação consegui salvar suas riquezas e eles, aliviados, puderam sair e salvar o que restava do mosteiro. Todo caminhante de fé aprende, em sua primeira lição, dentro do esoterismo oportunista, que só alcançará o sucesso nirvânico se enfrentar as tempestades que a vida mundana nos traz. E nunca colocar todos os ovos na mesma cesta. Diversificar é a tônica de todo caminhante espiritualizado de sucesso. Em meu chateau, ao cair da tarde, avalio meu portfólio, bebendo uma taça de valioso vinho francês. Chuvoso são os caminhos da iluminação.

Direto de Abu Dabi: Na imagem acima vemos duas peregrinas explorando as terras em torno do meu chateau enquanto desfrutam de um de seus mais famosos produtos. Neste momento proferia a palestra "Para o alto nirvânico, 1001 maneiras de enriquecer driblando o fisco e as crises financeiras mundiais" para 1.500 empresários árabes.

  ©"Em verdade vos digo", o blog da Hector Hereeye Foundation Template layla-imagem banner Kazuhiko Nakamura

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